Desert Without Mirages / Deserto Sem Miragens

O carro está em chamas e não há ninguém ao volante, ninguém tenta colocar os freios. Estamos presos no ventre desta máquina doente. A fumaça do radiador, não existe ar para respirar. E ninguém tenta colocar os freios.

Um por um, como as estrelas do céu que caem. E todos viraram as costas, perguntando a si próprios: Eu estou em uma viagem estranha que eu não escolhi ter? Onde eu vou eu não quero pensar, mas ninguém tenta colocar os freios.

O suspiro final será um vento leste à soprar através do vale da morte que estará esculpido em nós.

Nós estamos nesta Terra, todos cúmplices. Está tudo fora do controle, somos tão inocentes quanto o martelo que cai. E ninguém tenta, Ninguém tenta, Ninguém mesmo tenta! …Aceleramento industrial.

Passado os campos da morte e o mercado, nós perdemos nosso caminho, Eu espero que nós queimemos.

Ao invés de destroços, viver mais um dia em vão em um mundo sem fronteiras. Estamos servindo apenas nossa sobremesa: Apenas desertos, em sede ardente. E ninguém tenta apagar o fogo em tudo.

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photo by Franco Rubartelli

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